ATIVIDADES DISCIPLINA HISTÓRIA - ANOS FINAIS
ATIVIDADES 6 ANO - ANOS FINAIS
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ATIVIDADES 7 ANO - ANOS FINAIS
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AS CIVILIZAÇÕES PRÉ-COLOMBIANAS
Prof. Maria Aparecida
Antes
de Colombo Semelhanças
e diferenças entre as três civilizações mais importantes da América
Fonte:http://historia2015-thiagokyamamoto.blogspot.com/2015/08/os-povos-pre-colombianos.html> acesso em 22/03/2020
Incas
Idioma – A língua era o quéchua,
falado por todo o território em vários dialetos. Outros povos conquistados
pelos incas podiam manter seu idioma original, desde que falassem o quéchua
como língua principal. Hoje, quase a metade da população do Peru ainda usa o
idioma.
Escrita – Não desenvolveram a
escrita. Mas criaram um complexo sistema para números na forma de nós
distribuídos em uma corda. Apenas pessoas especialmente treinadas entendiam
essa contagem, cujo significado não foi totalmente decifrado até hoje.
População – Foi o maior dos três
impérios em número de súditos: 12 milhões de pessoas. As conquistas
territoriais pela cordilheira dos Andes e ao longo da costa do Pacífico
começaram no início do século 15. Cem anos depois, a população sob domínio inca
atingiria seu auge.
Cidades – Na época da chegada dos
espanhóis, em 1532, calcula-se que Cuzco, a capital do império, tinha cerca de
40 mil habitantes. Outra cidade inca bastante famosa, Machu Picchu, era bem
menor, abrigando em torno de mil pessoas.
Sociedade – Era uma civilização
muito estratificada, em que era quase impossível mudar de classe social. O
poder supremo pertencia ao imperador, que era auxiliado por uma aristocracia
hereditária. Esta exercia a autoridade com rigor e medidas muitas vezes
sangrentas.
Poderio militar – Seus exércitos,
de camponeses recrutados para campanhas militares, eram muito numerosos. Tinham
como armas principais lanças de madeira com várias pontas de pedra e
atiradeiras (feitas com lã de lhama) para arremessar pedras.
Ciência e tecnologia – Possuíam
conhecimentos astronômicos avançados e eram capazes de aplicar conceitos de
matemática e geometria nas suas construções. Apesar disso, a tecnologia de
construção dos incas era relativamente simples, fazendo uso em especial de
artefatos de pedra.
Grandes realizações – Construíram
um incrível complexo de estradas ligando todo o império. O sistema tinha duas
vias principais no sentido norte-sul: uma, com cerca de 3 600 km, corria ao
longo da costa do Pacífico e a outra, com quase a mesma extensão, seguia pelos
Andes.
Maias
Idioma – Não havia um único
idioma principal. Os atuais descendentes de maias, por exemplo, podem ser
divididos em seis grupos principais, que falam dialetos às vezes muito
semelhantes, mas em outros casos com grandes variações.
Escrita – As paredes de seus
templos e palácios são cobertas de inscrições em hieróglifos. Os textos, em boa
parte já decifrados, registravam principalmente as histórias das dinastias
maias, suas guerras contra cidades rivais e o sacrifício de inimigos para
agradar aos deuses.
População – Os números da época
da conquista espanhola não são confiáveis. Mas, apesar de a civilização ter
sido quase dizimada, ainda hoje existem cerca de 4 milhões de descendentes dos
maias na América Central o que dá uma idéia
da grandiosidade da sua população.
Cidades – As cidades maias
algumas com até 50 mil habitantes eram
muitas vezes independentes, mas podiam liderar federações que abrangiam grandes
territórios. Palácios e templos eram de pedras, enquanto a população comum
vivia em cabanas de madeira.
Sociedade – Até meados do século
20, arqueólogos achavam que a sociedade maia tinha no topo uma classe de
pacíficos sacerdotes observadores de estrelas, mantidos por camponeses devotos.
Hoje já se sabe que essa sociedade era agitada com frequência por guerras entre
cidades.
Poderio militar – Sua força
militar residia no tamanho dos exércitos que podiam ser recrutados. Os
armamentos, porém, eram mais limitados: arcos e flechas de concepção primitiva,
lanças e escudos de madeira e até mesmo pedras que podiam ser atiradas com as
mãos.
Ciência e tecnologia – Faziam
avançados cálculos matemáticos e observações astronômicas. Tinham um calendário
de 260 dias (determinado por complexos movimentos de astros) e já entendiam o
conceito do número zero que só
posteriormente seria bem compreendido pelos europeus.
Grandes realizações – Produziram
obras arquitetônicas tão grandiosas quanto egípcios, gregos e romanos. A cidade
de Teotihuacán, por exemplo, possuía um complexo monumental de 600 pirâmides.
Em Tikal, havia um templo com 70 metros de altura, o maior edifício erguido na
América antiga.
Astecas
Idioma – Falavam o nahuatl, que
faz parte de um grande grupo de idiomas indígenas incluindo o de tribos do
Velho Oeste americano. Os astecas podiam ser chamados de Mexica, algo como
“lago da Lua” nome mítico de um lago da região.
Escrita – Usavam sinais
conhecidos como pictógrafos ou pictogramas, com figuras de serpentes, seres
humanos e outros elementos da natureza, formando uma variedade de escrita.
Alguns dos pictógrafos simbolizavam idéias; outros representavam sons de
sílabas.
População – Em 1519, a população
estimada do império asteca era de 5 a 6 milhões de pessoas, espalhadas por
centenas de pequenos estados/cidades. A expansão dos astecas se deu do norte para
o sul da América Central, conquistando outras civilizações, como os toltecas.
Cidades – Em seu auge,
Tenochtitlán (hoje a Cidade do México) tinha mais de 140 mil habitantes! Ela
foi a maior cidade das antigas civilizações da América. Os templos eram de
pedra e alinhados aos astros. Já o povo morava em cabanas feitas de madeira com
lama seca.
Sociedade – O poder pertencia ao
setor militar da sociedade. Sacerdotes e burocratas administravam o império,
enquanto as classes mais baixas eram formadas por servos, serviçais e escravos.
Demonstrar bravura nas guerras era a principal forma de ascensão social na
cultura asteca.
Poderio militar – Camponeses
podiam ser convocados a qualquer momento para integrar os exércitos astecas,
que preferiam ferir a matar seus inimigos obtendo prisioneiros para usar em sacrifícios.
Lanças, porretes e escudos redondos de madeira eram os principais equipamentos.
Ciência e tecnologia – Tinham um
calendário com cálculo preciso do ano solar (com 365 dias) e usavam um
diferente sistema de contagem tendo como base o número 20. Médicos astecas
podiam consolidar ossos quebrados e fazer obturações em dentes.
Grandes realizações –
Desenvolveram um planejamento urbano impecável. Suas obras públicas incluíam
quilômetros de estradas e aquedutos. A capital Tenochtitlán foi erguida em área
pantanosa, cuidadosamente drenada e aterrada para comportar cerca de 100
pirâmides e torres.
Fonte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-foram-os-incas-os-maias-e-os-astecas/>acesso em 22/03/2020Acesse o link e responda as questões 7 Ano ( A/B )
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ATIVIDADES 8 ANO - ANOS FINAIS
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Independência dos Estado Unidos
Prof. Maria Aparecida
A independência dos Estados Unidos
Antes da Independência, os EUA eram formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra.
Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.
Colonização dos Estados Unidos
Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:
Colônias do Norte: região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características : mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.
Colônias do Sul: colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.
Guerra dos Sete Anos
Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.
Metrópole aumenta taxas e impostos
A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.
Primeiro Congresso da Filadélfia
Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida política da colônia.
Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de independência.
Segundo Congresso da Filadélfia
Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.
Constituição dos Estados Unidos
Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.
Fonte: https://www.sohistoria.com.br/ef2/independenciaeua/> acesso em 22/03/2020> acesso em 22/03/2020
Thomas Jefferson : redigiu a Declaração de Independência em 1776
Fonte: https://www.history.com/topics/us-presidents/thomas-jefferson> acesso em 22/03/2020
Declaração da Independência, por John Trumbull, 1817–1818.
Fonte: https://www.sohistoria.com.br/ef2/independenciaeua/> acesso em 22/03/2020
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ATIVIDADES 9 ANO - ANOS FINAIS
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Getúlio Vargas - Criação das Indústria de Base e Leis Trabalhistas
Prof. Maria Aparecida
Fonte: https://exame.abril.com.br/brasil/advogado-vai-ao-tse-para-recriar-udn-unico-partido-de-direita-do-brasil/> acesso em 22/03/2020
Era Vargas – Estado Novo
Dado como um governo estabelecido por vias golpistas, o Estado Novo foi implantado por Getúlio Vargas sob a justificativa de conter uma nova ameaça de golpe comunista no Brasil. Para dar ao novo regime uma aparência legal, Francisco Campos, aliado político de Getúlio, redigiu uma nova constituição inspirada por itens das constituições fascistas italiana e polonesa.
Conhecida como Constituição Polaca, a nova constituição ampliou os poderes presidenciais, dando a Getúlio Vargas o direito de intervir nos poderes Legislativo e Judiciário. Além disso, os governadores estaduais passaram a ser indicados pelo presidente. Mesmo tendo algumas diretrizes políticas semelhantes aos governos fascista e nazista, não é possível entender o Estado Novo como uma mera imitação dos mesmos.
A inexistência de um partido que intermediasse a relação entre o povo e o Estado, a ausência de uma política eugênica e a falta de um discurso ultranacionalista são alguns dos pontos que distanciam o Estado Novo do fascismo italiano ou do nazismo alemão. No que se refere às suas principais medidas, o Estado Novo adotou o chamado “Estado de Compromisso”, onde se criaram mecanismos de controle e vias de negociação política responsáveis pelo surgimento de uma ampla frente de apoio a Getúlio Vargas.
Conhecida como Constituição Polaca, a nova constituição ampliou os poderes presidenciais, dando a Getúlio Vargas o direito de intervir nos poderes Legislativo e Judiciário. Além disso, os governadores estaduais passaram a ser indicados pelo presidente. Mesmo tendo algumas diretrizes políticas semelhantes aos governos fascista e nazista, não é possível entender o Estado Novo como uma mera imitação dos mesmos.
A inexistência de um partido que intermediasse a relação entre o povo e o Estado, a ausência de uma política eugênica e a falta de um discurso ultranacionalista são alguns dos pontos que distanciam o Estado Novo do fascismo italiano ou do nazismo alemão. No que se refere às suas principais medidas, o Estado Novo adotou o chamado “Estado de Compromisso”, onde se criaram mecanismos de controle e vias de negociação política responsáveis pelo surgimento de uma ampla frente de apoio a Getúlio Vargas.
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/vargas.htm> acesso em 22/03/2020
Entre os novos órgãos criados pelo governo, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) era responsável por controlar os meios de comunicação da época e propagandear uma imagem positiva do governo. Já o Departamento Administrativo do Serviço Público, remodelou a estrutura do funcionalismo público prejudicando o tráfico de influências, as práticas nepotistas e outras regalias dos funcionários.
Outro ponto importante da política varguista pode ser notado na relação entre o governo e as classes trabalhadoras. Tomado por uma orientação populista, o governo preocupava-se em obter o favor dos trabalhadores por meio de concessões e leis de amparo ao trabalhador. Tais medidas viriam a desmobilizar os movimentos sindicais da época. Suas ações eram controladas por leis que regulamentavam o seu campo de ação legal. Nessa época, os sindicatos transformaram-se em um espaço de divulgação da propaganda governista e seus líderes, representantes da ideologia varguista.
As ações paternalistas de Vargas, dirigidas às classes trabalhadoras, foram de fundamental importância para o crescimento da burguesia industrial da época. Ao conter o conflito de interesses dessas duas classes, Vargas dava condições para o amplo desenvolvimento do setor industrial brasileiro. Além disso, o governo agia diretamente na economia realizando uma política de industrialização por substituição de importações.
Nessa política de substituições, o Estado seria responsável por apoiar o crescimento da indústria a partir da criação das indústrias de base. Tais indústrias dariam suporte para que os demais setores industriais se desenvolvessem, fornecendo importantes matérias-primas. Várias indústrias estatais e institutos de pesquisa foram criados no período. Entre as empresas estatais criadas por Vargas, podemos citar a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Fábrica Nacional de Motores (1943) e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945).
Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, uma importante questão política orientou os últimos anos do Estado Novo. No início do conflito, Vargas adotou uma postura contraditória: ora apoiando os países do Eixo, ora se aproximando dos aliados. Com a concessão de um empréstimo de 20 milhões de dólares, os Estados Unidos conquistaram o apoio do Brasil contra os países do Eixo. A luta do Brasil contra os regimes totalitários de Adolf Hitler e Benito Mussolini gerou uma tensão política que desestabilizou a legitimidade da ditadura varguista.
Durante o ano de 1943, um documento intitulado Manifesto dos Mineiros, assinado por intelectuais e influentes figuras políticas, exigiu o fim do Estado Novo e a retomada da democracia. Acenando favoravelmente a essa reivindicação, Vargas criou uma emenda constitucional que permitia a criação de partidos políticos e anunciava novas eleições para 1945. Nesse meio tempo surgiram as seguintes representações partidárias: o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrata (PSD), ambos redutos de apoio a Getúlio Vargas; a União Democrática Nacional (UDN), agremiação de direita opositora de Vargas; e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que saiu da ilegalidade decretada por Getúlio.
Em 1945, as medidas tomadas pelo governo faziam da saída de Vargas um fato inevitável. Os que eram contrários a essa possibilidade, organizaram-se no chamado Movimento Queremista. Empunhados pelo lema “Queremos Getúlio!”, seus participantes defendiam a continuidade do governo de Vargas. Mesmo contando com vários setores favoráveis à sua permanência, inclusive de esquerda, Getúlio aceitou passivamente a deposição, liderada por militares, em setembro daquele ano.
Dessa maneira, Getúlio Vargas pretendeu conservar uma imagem política positiva. Aceitando o golpe, ele passou a ideia de que era um líder político favorável ao regime democrático. Essa estratégia e o amplo apoio popular, ainda renderam a ele um mandato como senador, entre 1945 e 1951, e o retorno democrático ao posto presidencial, em 1951.
Outro ponto importante da política varguista pode ser notado na relação entre o governo e as classes trabalhadoras. Tomado por uma orientação populista, o governo preocupava-se em obter o favor dos trabalhadores por meio de concessões e leis de amparo ao trabalhador. Tais medidas viriam a desmobilizar os movimentos sindicais da época. Suas ações eram controladas por leis que regulamentavam o seu campo de ação legal. Nessa época, os sindicatos transformaram-se em um espaço de divulgação da propaganda governista e seus líderes, representantes da ideologia varguista.
As ações paternalistas de Vargas, dirigidas às classes trabalhadoras, foram de fundamental importância para o crescimento da burguesia industrial da época. Ao conter o conflito de interesses dessas duas classes, Vargas dava condições para o amplo desenvolvimento do setor industrial brasileiro. Além disso, o governo agia diretamente na economia realizando uma política de industrialização por substituição de importações.
Nessa política de substituições, o Estado seria responsável por apoiar o crescimento da indústria a partir da criação das indústrias de base. Tais indústrias dariam suporte para que os demais setores industriais se desenvolvessem, fornecendo importantes matérias-primas. Várias indústrias estatais e institutos de pesquisa foram criados no período. Entre as empresas estatais criadas por Vargas, podemos citar a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Fábrica Nacional de Motores (1943) e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945).
Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, uma importante questão política orientou os últimos anos do Estado Novo. No início do conflito, Vargas adotou uma postura contraditória: ora apoiando os países do Eixo, ora se aproximando dos aliados. Com a concessão de um empréstimo de 20 milhões de dólares, os Estados Unidos conquistaram o apoio do Brasil contra os países do Eixo. A luta do Brasil contra os regimes totalitários de Adolf Hitler e Benito Mussolini gerou uma tensão política que desestabilizou a legitimidade da ditadura varguista.
Durante o ano de 1943, um documento intitulado Manifesto dos Mineiros, assinado por intelectuais e influentes figuras políticas, exigiu o fim do Estado Novo e a retomada da democracia. Acenando favoravelmente a essa reivindicação, Vargas criou uma emenda constitucional que permitia a criação de partidos políticos e anunciava novas eleições para 1945. Nesse meio tempo surgiram as seguintes representações partidárias: o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrata (PSD), ambos redutos de apoio a Getúlio Vargas; a União Democrática Nacional (UDN), agremiação de direita opositora de Vargas; e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que saiu da ilegalidade decretada por Getúlio.
Em 1945, as medidas tomadas pelo governo faziam da saída de Vargas um fato inevitável. Os que eram contrários a essa possibilidade, organizaram-se no chamado Movimento Queremista. Empunhados pelo lema “Queremos Getúlio!”, seus participantes defendiam a continuidade do governo de Vargas. Mesmo contando com vários setores favoráveis à sua permanência, inclusive de esquerda, Getúlio aceitou passivamente a deposição, liderada por militares, em setembro daquele ano.
Dessa maneira, Getúlio Vargas pretendeu conservar uma imagem política positiva. Aceitando o golpe, ele passou a ideia de que era um líder político favorável ao regime democrático. Essa estratégia e o amplo apoio popular, ainda renderam a ele um mandato como senador, entre 1945 e 1951, e o retorno democrático ao posto presidencial, em 1951.
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/vargas.htm. Acesso em 22 de março de 2020
Estado Novo: período de controle e concessão aos trabalhadores
Fonte: ESCOLA, Equipe Brasil. "Era Vargas – Estado Novo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/vargas.htm. Acesso em 22 de março de 2020.
Leis Trabalhistas
Getúlio Vargas foi o governante que fez da política trabalhista uma forma de controle social e política. Inspirado no modelo fascista italiano, Vargas procurou controlar a massa de trabalhadores urbanos, sobretudo aqueles ligados à então crescente industrialização do país, por meio da legislação trabalhista, como a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho – ou das Leis Trabalhistas), decretada em 1º de maio de 1943.
Políticas trabalhistas na Era Vargas
Políticas trabalhistas na Era Vargas
Uma das principais características da Era Vargas (1930-1945) foi a promoção de transformações estruturais no setor econômico, com o investimento em indústrias de base, como a siderúrgica, a metalúrgica e o setor de energias. Como medida político-social para acompanhar essa característica no âmbito econômico, Vargas priorizou a questão da legislação relativa ao trabalho. O objetivo era duplo, como demonstram as historiadoras Heloisa Starling e Lilia Schwarcz:
[…] Numa (das partes da proposta), (Vargas) criou as leis de proteção ao trabalhador – jornada de oito horas, regulação do trabalho da mulher e do menor; lei de férias, instituição da carteira de trabalho e do direito a pensões e à aposentadoria. Na outra, reprimiu qualquer esforço de organização dos trabalhadores fora do controle do Estado – sufocou, com particular violência, a atuação dos comunistas. Para completar, liquidou com o sindicalismo autônomo, enquadrou os sindicatos como órgãos de colaboração com o Estado e excluiu o acesso dos trabalhadores rurais aos benefícios da legislação protetora do trabalho. [1]
A inspiração para as medidas de Vargas provinha do modelo de Estado corporativo desenvolvido pelo líder do fascismo italiano, Benito Mussolini. Foi com a Carta do Trabalho (Carta del Lavoro), de 1927, que Mussolini conseguiu controlar os sindicatos de operários e manter afastada a possibilidade de insurgência de viés comunista ou anarquista – muito frequentes na Itália no início do século XX. A Carta do Trabalho influenciou não só o Brasil, mas também a Turquia e Portugal.Decreto-Lei nº 5. 452, de 1º de maio de 1943
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O documento-chave que pôs em vigência todas as regras trabalhistas foi o decreto-lei nº 5. 452, de 1º de maio de 1943, que aprovou a Consolidação das Leis de Trabalho. Esse decreto-lei possuía 922 artigos e foi assinado por Getúlio Vargas e por seu ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, Alexandre Marcondes Machado Filho. Para exemplificarmos a abrangência da CLT no âmbito da vida dos trabalhadores, vejamos o artigo 60, que dispõe sobre os casos de atividade insalubre:
Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo de “Higiene e Segurança do Trabalho”, ou que neles venham a ser incluídas por ato do ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessário exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim.
Vale ressaltar que outras medidas o Estado Novo passou a implementar a fim de reforçar o controle sobre a massa de trabalhadores. Entre essas medidas, estavam as grandes comemorações do Dia do Trabalho, em 1º de maio – mesmo dia do decreto-lei da CLT – e a exaltação do regime varguista por meio do rádio e do cinema.
NOTAS
[1]
Schawrcz, Lilia M. e Starling, Heloisa M. Brasil: Uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 322. p. 362.
Getúlio Vargas foi o criador da CLT – Consolidação das Leis de Trabalho
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/consolidacao-das-leis-trabalhistas-na-era-vargas.htm
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