sexta-feira, 27 de março de 2020

Disciplina INOVA - ELETIVA Saneamento Básico Prof. Teomar



Disciplina INOVA - ELETIVA Saneamento Básico 



Saneamento básico na Idade Antiga

Prof. Teomar



Desde a antiguidade o homem aprendeu, por experiência própria, que a água suja e o acúmulo de lixo, transmitem doenças e que é preciso adotar medidas para dispor de água limpa e, livrar-se dos detritos. Assim iniciou-se a ideia do saneamento básico. A palavra “sanear” vem do latim sanu, que significa tornar saudável, habitável, higienizar e limpar.

O saneamento é um conjunto de medidas para preservar as condições do meio ambiente, prevenindo doenças e melhorando as condições da saúde pública. As principais atividades do saneamento básico estão ligadas à coleta e tratamento de resíduos produzidos pelo homem, como esgoto e lixo, tornando-os inofensivos à saúde. Outra atividade importante é o fornecimento de água de qualidade para a população.

Na idade antiga (Até o século V d.C.), o ser humano desenvolveu algumas técnicas importantes, como irrigação, construção de diques e canalizações superficiais e subterrâneas. Medidas sanitárias foram tomadas, como o tratado de Hipócrates “Ares, Águas e Lugares”, que informava aos médicos sobre a relação entre o ambiente e a saúde. Filósofos como Platão e Aristóteles se preocupavam com a qualidade da água e com medidas sanitárias.

Na Grécia antiga, já havia o hábito de enterrar as fezes ou as afastarem para um local distante de suas residências. Em Roma, ruas com encanamentos serviam de fontes públicas, e para evitar doenças, separavam as águas servidas do abastecimento de água para a população. Os sumérios iniciaram a construção de sistema de irrigação de terraços. O Egito iniciou o controle do fluxo de água do rio Nilo, com a projeção dos níveis de água durante os períodos anuais, sistema de irrigação, construção de diques e a utilização de tubos de cobre no palácio real do faraó Keóps.
Irrigação do Antigo Egito
Fonte: http://dimmynoegito.blogspot.com/2013/02/os-diques.html

Iniciou-se a construção de galerias de esgoto em Nippur, na Babilônia, a primeira galeria de esgotos da história. No Vale do Indo, foram criadas ruas com canais de esgoto cobertos por tijolos, banheiras e privadas com lançamento de dejetos para os canais. Acondicionamento de água em vasos de cobre, exposição ao sol, filtragem com utilização de carvão ou cascalho e imersão de barra de ferro aquecida. Em Nimrud iniciou-se a construção de um sistema de esgoto.

Em 3200 a.C., no Vale dos Hindus foi utilizado o primeiro sistema de águas e drenagem. Os povos orientais iniciaram a criação de reservatórios de terra e utilização de captação subterrânea de água. Egípcios e Chineses já utilizavam métodos de perfuração para obter água do subsolo em 2500 a.C. Quinhentos anos mais tarde, a civilização egípcia utilizava sulfato de alumínio para a clarificação da água. Na Índia, haviam escritos em Sânscrito sobre os cuidados que deveriam ser tomados com a água a ser consumida, armazenamento em vasos de cobre, filtração através de carvão, purificação por fervura no fogo, por aquecimento ao sol ou pela introdução de uma barra de ferro aquecida na massa líquida, seguida por filtração em areia e cascalho grosso. Em 1500 a.C., os egípcios iniciaram o processo de decantação para a filtração da água.

Entre Belém e Hebron, foram construídas as represas de Salomão, onde eram implantadas grandes cisternas para acumular águas da chuva e levantados reservatórios servidor por túneis de alvenaria, que abasteciam o templo e a cidade de Jerusalém, em 950 a.C.. O primeiro sistema de abastecimento de água foi criado na Assíria, em 691 a.C., o aqueduto de Jerwan. Foram construídos aquedutos para abastecer a cidade de Mégara e posteriormente a cidade de Samos, ambas na Grécia. Obras de elevação de água do Rio Eufrates foram iniciadas para alimentar as fontes dos jardins suspensos da Babilônia, no império de Nabucodonosor.
Aqueduto Romano
Fonte:https://www.jw.org/pt/biblioteca/revistas/g201411/aquedutos-engenharia-romana/>acesso em 26/03/2020



O Império Romano também desenvolveu seu sistema de abastecimento de água, o aqueduto Aqua Apia, com cerca de 17km de extensão,  em 312 a.C. Foi a primeira grande civilização a cuidar especificamente do saneamento, criando diversos outros grandes aquedutos, reservatórios, grandes termas, banheiros públicos, chafarizes e nomeando Sextus Julius Frontinus como Superintendente de Águas de Roma.
Vaso sanitário do Império Romano - antiga Roma, Itália
Fonte:http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=64&evento=2> acesso em 29/03/2020

O saneamento está sempre relacionado ao surgimento e ao crescimento de cidades, que normalmente eram criadas em locais próximos a um grande rio, pois em suas múltiplas atividades os seres humanos precisam da água, seja para suprir suas necessidades básicas, ou, para limpar seus dejetos. Por um longo período, os conhecimentos adquiridos por uma civilização se encerravam com ela, e a cada nova civilização o conhecimento precisava ser redescoberto.

Como referenciar esse artigo (troque a data da referência pela data em que você acessou esse texto):

BARROS, Rodrigo. A história do saneamento básico na Idade Antiga. Disponível em: <http://www.rodoinside.com.br/historia-saneamento-basico-na-idade-antiga/> Acesso em: 03 de dezembro de 2014.
Fonte: http://www.rodoinside.com.br/historia-saneamento-basico-na-idade-antiga/> acesso em 26/03/2020


Como era um banheiro na Antiguidade?

Banheiros no interior de casas começaram a surgir ainda no terceiro milênio antes de Cristo. Escavações arqueológicas mostraram vestígios dessas construções em cidades localizadas no oeste da atual Índia. No Ocidente, porém, a história do banheiro teve uma evolução bem diferente. Na Grécia do século 5 a.C., por exemplo, as residências não contavam com toaletes e os gregos preferiam mesmo era se aliviar ao ar livre. Isso ainda ocorria na Roma do início da era cristã, quando também era comum o uso de penicos. Mas, se não gostavam de banheiros privados, os romanos adoravam fazer suas necessidades em público, em construções comunitárias anexas a termas. A expansão do Império Romano levou esse conceito do banheiro público a outras partes do mundo antigo. Mas, quando a grande potência se enfraqueceu, a partir do século 5, esse tipo de construção caiu em desuso. Dentro das residências, os banheiros só começariam a se popularizar na Europa em 1668, quando o Comissariado de Polícia de Paris, na França, emitiu um decreto determinando que todas as casas construídas na cidade a partir dali deveriam ter esse importante cômodo.

Tem gente!
Locais eram públicos e contavam com esgoto, mas a higiene era feita na raça



Trono caprichado

Foi no Egito, em torno de 2100 a.C., que surgiram as primeiras latrinas usadas por pessoas sentadas, criando um padrão empregado até hoje. Cerca de mil anos depois, habitantes da ilha de Bahrein, no Golfo Pérsico, inventaram um mecanismo pioneiro de descarga hidráulica.

Tudo pelo cano

A civilização de Harappa, que viveu no oeste da Índia por volta de 2500 a.C., já tinha latrinas com água corrente. Elas eram ligadas a canais construídos com tijolos e faziam parte de um sistema sanitário que incluía câmaras e bueiros. Grandes complexos de esgoto seriam feitos nos primeiros anos da era cristã pelos romanos.

Ele & Ela

Na Roma antiga, os banheiros públicos, além de servir para reunir pessoas, também eram frequentados tanto por homens como por mulheres. Só não há registros históricos precisos que apontem se latrinas lado a lado, por exemplo, eram compartilhadas por indivíduos de sexos diferentes.

Alívio coletivo

Os romanos implantaram banheiros públicos, associados às casas de banho. Era costume entre eles promover debates, banquetes e encontros cívicos em latrinas coletivas, instaladas em grandes bancadas de pedra. Embaixo delas passavam os canais de água corrente, usados para carregar os dejetos até rios distantes.

Limpeza difícil

Nos banheiros primitivos, não havia preocupação em oferecer ao usuário material para higiene íntima. O jeito era as pessoas se limparem com o que estivesse à mão, como água, grama e até areia! O papel higiênico só seria inventado em 1857, nos Estados Unidos, por Joseph Cayetty, que pela primeira vez lançou no mercado esses rolos de papel macio.


A história do saneamento básico e tratamento de água e esgoto no Brasil
O primeiro registro de saneamento no Brasil ocorreu em 1561, quando o fundador Estácio de Sá mandou escavar o primeiro poço para abastecer o Rio de Janeiro. Na capital, o primeiro chafariz foi construído em 1744. No período colonial, ações de saneamento eram feitas de forma individual, resumindo-se à drenagem de terrenos e instalação de chafarizes.
Durante a história do saneamento no Brasil existiram fatores que dificultaram o progresso ao longo dos anos. Podemos citar alguns obstáculos que impediram (e ainda impedem) que o desenvolvimento dessa área não tenha atingido crescimento expressivo durante esse período, são eles:
  • A falta de planejamento adequado;
  • O volume insuficiente de investimentos;
  • Deficiência na gestão das companhias de saneamento;
  • A baixa qualidade técnica dos projetos e a dificuldade para obter financiamentos e licenças para as obras.
A partir dos anos 1940, se iniciou a comercialização dos serviços de saneamento. Surgem então as autarquias e mecanismos de financiamento para o abastecimento de água, com influência do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), hoje denominada Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).
Surgimento de legislações
Para minimizar os problemas que surgiam ao longo dos anos, criaram-se diretrizes de implementação, medidas e infraestruturas para o saneamento básico no Brasil. Em 1971, foi instituído o Plano Nacional de Saneamento (PLANASA). Outro grande obstáculo que existiu durante anos foi a disputa entre governos federal, estadual e municipal sobre quem deveria gerenciar essas diretrizes.
Após intensa luta, os Municípios conquistaram a titularidade dos serviços de saneamento, no dia 05 de janeiro de 2007, com a sanção da  Lei Federal nº 11.445, chamada de Lei Nacional do Saneamento Básico – LNSB. Ela entrou em vigência a partir de 22 de fevereiro do mesmo ano e estabeleceu as diretrizes nacionais para o saneamento básico no Brasil. 
Atualmente o instrumento que norteia a condução das políticas públicas, metas e estratégias para o setor de saneamento é o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico). Existem órgãos que são responsáveis pelo monitoramento dessas leis e diretrizes. Podemos citar:                                       
  • ANA (Agência Nacional de Águas) é o órgão responsável pelo gerenciamento de recursos hídricos
  • SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento) é maior e o mais importante sistema de informação sobre saneamento.
Alguns dados atuais dessas diretrizes
No Brasil, 83,3 % da população são atendidos com fornecimento de água tratada e 35 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a este serviço. De acordo com dados fornecidos pelo SNIS 2015 e o Instituto Trata Brasil, para cada 100 litros de água tratada, 37% não são consumidas.
Com relação a coletas e tratamentos de esgoto os números diminuem com relação a população atendida por esse serviço básico e aumentam quanto a população que não tem acesso nenhum.
Segundo o levantamento de dados do SNIS 2015 e um estudo de saneamento em áreas irregulares feito pelo Instituto Trata Brasil em 2016, cerca de 50,3% da população do Brasil tem acesso à coleta de esgoto, enquanto mais de 100 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a este tipo de serviço.
Fonte: https://wiki.redejuntos.org.br/busca/o-acesso-ao-saneamento-basico-no-brasil-regioes-com-maior-e-menor-indice-de-saneamento-basico> acesso em 26/03/2020
Fonte: Rodrigo Barros. Texto original no Rodoinside e Aegea.

Fonte:https://www.eosconsultores.com.br/historia-saneamento-basico-e-tratamento-de-agua-e-esgoto> acesso em 26/03/2020


Acesse o link e responda as questões 

https://forms.gle/Xm9eSmjntuAyYkbi8



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