ATIVIDADES DISCIPLINA LÍNGUA PORTUGUESA
ANOS FINAIS
ATIVIDADES 6 ANO - ANOS FINAIS
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Texto 3: Chico Bento
Texto 1: Lembranças do mundo antigo
Texto 2: Zorro
Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sob as pontes, outros elementos eram azuis, róseos e alaranjados.
O guarda-civil sorria, passavam bicicletas,...
A menina pisava a relva para pegar um pássaro...
O mundo inteiro, a Alemanha, a China,
tudo era tranquilo em redor de Clara.
As crianças olhavam o céu!
Não era proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos!
Não havia perigos.
Os perigos que Clara temia eram
a gripe, o calor, os insetos...
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
esperava cartas que custavam a chegar,
Nem sempre podia usar vestido novo.
Mas passeava no jardim pela manha!!!
Havia jardins, havia manhãs, naquele tempo!!!
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Lembranças do mundo antigo. In: ___ Sentimento do Mundo, 1940.)
Texto 2: Zorro
Fonte: http://infantv.com.br/infantv/?p=13810> acesso em 21/03/2020
Dom Diego de la Vega levava uma vida tranquila na próspera fazenda de seu pai, Dom Alejandro de la Vega.
Seu empregado, Bernardo, testemunhou uma injustiça. Como era mudo, narrou o caso com grandes gestos.
Num segundo, Dom Diego se transformou em Zorro, o justiceiro mascarado. E partiu a galope, cortando a noite com seu cavalo negro.
Na cidade, Zorro desafiou o cruel sargento Garcia a um duelo. Ágil como um acrobata, Zorro saltou com sua espada e perseguiu o sargento. Mas os soldados do sargento chegaram, e Zorro precisou fugir. Então, deixou sua marca sobre o peito do malvado: um “Z” de Zorro.
O governador da província colocou a cabeça de Zorro a prêmio. Mas, ele era o defensor dos fracos e oprimidos, e ninguém quis denunciá-lo.
E Zorro continuou seus combates em segredo.
Minha 1ª Biblioteca Larousse Heróis. Tradução: Adriana de Oliveira Silva. São Paulo: Larousse do Brasil, 2007, p. 52 - 53 .
Texto 3: Chico Bento
Fonte: http://professoresonline24horas.blogspot.com/2016/02/chico-bento-e-ze-lele-interpretacao-de.html> acesso em 21/03/2020
Texto 4: Tirinha
Fonte: https://lereaprender.com.br/atividades-de-interpretacao-de-texto-do-6o-ano/interpretacao-6ano-tirinha/> acesso em 21/03/2020
Texto 5: Drácula
Em um castelo da Transilvânia (Europa), mora o conde Drácula. Ele é um vampiro à procura de sangue.
Escolhe lindas mocinhas para enfiar os dentes em seus pescoços e chupar o sangue. Drácula só sai à noite, porque morre à luz do Sol.
É um cara que nunca se vê no espelho: sua imagem não reflete. Adora dormir em um caixão, suas cores prediletas são o preto e o roxo.
Há muitas lendas e fatos curiosos sobre o Drácula. Contam que ele vira morcego, outros falam que ele toma sangue de canudinho em belas taças e que ele não pode ser alho ou crucifixo, alegando que esses objetos podem mata-lo.
Autor desconhecido
Fonte:http://jessikaeducar.blogspot.com/2016/04/dracula-interpretacao-textual-3-ano.html> acesso em 21/03/2020
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ATIVIDADES 7 ANO - ANOS FINAIS
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Olá
galera do 7º Ano...
Orientações
para realização das atividades. Façam tudo com muita atenção.
Ø Essas atividades devem ser realizadas em seu caderno
de Língua Portuguesa (como se estivéssemos em sala de aula)
Bom trabalho!
Professora Rosângela
Texto 1:
Fonte: Caderno do aluno 7 ano, volume 1
Texto 2:
JOVEM BRASILEIRO IMERSO NA REALIDADE DAS FAKE NEWS
Fake News faz parte do dia a dia do jovem brasileiro nas mídias digitais.
João Gilberto, 15, está hospitalizado, pois, na última sexta-feira, tentou suicídio, em sua casa, após ter recebido um vídeo fake, no qual estava sendo acusado de um crime.
O Professor Leônidas, que ministra aulas de Língua Portuguesa na Escola Estadual Boa Esperança, onde João Gilberto é estudante, relata: “Muitas pessoas, ao fazer uso das redes sociais, utilizam-se de perfis falsos, criando um mundo virtual, contrapondo com o real.” E complementa, “Distorcer imagens por meio de fotos, postar vídeos de ex-namorados(as), atrapalhar o real sentido das comunicações e a veracidade das informações, obter lucros, apropriar-se da credibilidade das pessoas, prejudicar o próximo e pessoas públicas, entre outros, é um crime!”
As Fake News, já incorporadas ao cotidiano dos jovens brasileiros, que fazem uso das mídias digitais, possuem um grande poder de persuasão, espalham-se com muita rapidez devido ao apelo emocional e sensacionalista.
Há a necessidade de checar a veracidade das notícias antes de serem compartilhadas. Afinal, os fatos, as opiniões, as imagens e seus compartilhamentos estão disponíveis para o mundo inteiro.
Cristiane Aparecida Nunes, Fabricio Cristian Proença, Marcia Aparecida Barbosa Corrales, Mariângela Soares Baptistello Porto, Ronaldo César Alexandre Formici.
Texto 3:
JORNAL DO VILAREJO
jdvilarejo.com.br
Edição 01 – Ano 01
Fique por dentro de tudo que acontece em nosso bairro: política, resumo de novelas, polícia, moda, brigas de vizinhos, tecnologia, educação e fofocas direto da “rádio peão” Catanduva, 11 de Outubro de 2019
IMPACTOS DAS FAKE NEWS
Colaboradores da Vila da Paz estão preocupados com as Fake News
“Misericórdia!! Estamos vivendo uma época em que as Fake News ganharam uma força extraordinária!!!. Contar uma mentira no dia 1º de abril é até aceitável, mas o que está acontecendo nos meios digitais está fugindo ao controle da população”, disse M. Braga, 18, morador da Vila da Paz.
Outros jovens moradores, ouvidos na semana passada, estão muito preocupados com os impactos ocasionados pela disseminação de notícias falsas.
Afirmou L. Rocha, 23, “Estamos vivendo um momento absurdo, sem sabermos o que é de fato verdade ou mentira”. “A gente precisamos (sic) fazer alguma coisa contra essas mentiras”, opinou B. Gonçalves, 17.
Segundo A. Silva, 15, “Chegou a hora de parar com esse caô e de se esconder atrás de falsidades!!!”
A mensagem que esses jovens passam é a de que a população, em geral, necessita ser conscientizada de que isso acontece, porque falta conferir a veracidade dos fatos, pesquisar as fontes e não se esquecer de checar se há erros gramaticais.
Cristiane Aparecida Nunes, Fabricio Cristian Proença, Marcia Aparecida Barbosa Corrales, Mariângela Soares Baptistello Porto, Ronaldo César Alexandre Formici.
Fonte: caderno do aluno 7 ano, volume 1
Aluna é condenada a indenizar professor em R$ 5 mil por danos morais
O professor entrou com uma ação contra a aluna e a mãe dela por danos morais após discussão em sala de aula
Fonte: http://professorjeanrodrigues.blogspot.com/2018/11/atividade-de-portugues-sobre-o genero.html>acesso em 23/03/2020
Uma ex-aluna da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Apolônio Sales, localizada no bairro do Ibura, Zona Sul do Recife-PE, foi condenada a pagar uma indenização no valor de R$ 5 mil a um professor. Jeff Kened Barbosa de Melo, professor da instituição, processou a aluna e a mãe dela por danos morais. Em 2016, a aluna, que cursava o 2º ano do ensino médio, entrou com uma ação contra o docente por ele a ter trocado de lugar durante uma aula em que ela e alguns colegas atrapalhavam a disciplina com conversas paralelas.
O caso aconteceu em 11 de abril de 2016, durante uma aula de Física. De acordo com o professor, a aluna estava conversando durante a explicação e por isso ele pediu para que ela se sentasse em outro local, a fim de diminuir as conversas. A jovem, que na época era menor de idade, discutiu com ele e afirmou que o mesmo não tinha autoridade para trocá-la de cadeira. No dia seguinte, a garota e a mãe compareceram à escola informando que processariam o docente por danos morais, alegando que o constrangimento sofrido por ela teria causado prejuízos psicológicos. O professor ainda informou que chegou a pedir desculpas à aluna, mas ela não aceitou.
Jeff Kened foi acionado pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela Gerência Regional de Educação (GRE) Recife Sul. Após o caso ser analisado, todos os pareceres foram favoráveis ao professor, que leciona Física e Matemática há oito anos na escola e atua como docente há 25.
Ainda no mesmo ano, Jeff processou mãe e filha por danos morais. No documento, assinado pelo juíz Auziênio de Carvalho Cavalcanti, fica claro que o constrangimento que a aluna relatou não pode ser classificado como dano moral. “O constrangimento que ela alega haver sofrido, encontra-se fora da órbita do dano moral, que configura a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, de forma anormal, interfira no comportamento psicológico do indivíduo, logo o pedido contraposto resta improcedente”, esclarece a sentença publicada no último dia 20 de fevereiro de 2018.
O professor ainda informou que essa não foi uma vitória só dele e que recebeu apoio de docentes de todo o país. “Essa luta, essa batalha toda que houve não é uma vitória minha, mas de toda a classe dos professores”, comentou.
(https://jconline.ne10.uol.com.br - Publicado em 27/02/2018, às 12h27)
http://professorjeanrodrigues.blogspot.com/2018/11/atividade-de-portugues-sobre-o genero.html> acesso em 23/03/2020
Explicação:Ø O que é Lide / Lead?
São as cinco perguntas que a matéria tem que responder.
O que, quem, quando, porque, como e onde.
Ø Primeiro parágrafo do texto jornalístico, contendo as respostas às seis perguntas consideradas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por que?
Objetivo: dar ao leitor as principais informações no primeiro parágrafo da notícia. Prender a leitura
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Estudo da Língua
Preposições: é toda palavra
variável que conecta dois ou mais termos da oraçã
Principais Relações estabelecidas pelas Preposições
Ø Autoria - Esta música é de Roberto Carlos.
Ø Lugar - Estou em casa.
Ø Tempo - Eu viajei durante as férias.
Ø Modo ou conformidade - Vamos escolher por sorteio.
Ø Causa - Estou tremendo de frio
Ø Assunto - Não gosto de falar sobre política.
Ø Fim ou finalidade - Eu vim para ficar
Ø Instrumento - Paulo feriu- se com a faca.
Ø Companhia - Hoje vou sair com meus
amigos.
Ø Meio - Voltarei a andar a cavalo.
Ø Matéria - Devolva-me meu anel de prata.
Ø Posse - Este é o carro de João.
Ø Oposição - O Flamengo jogou contra Fluminense.
Ø Conteúdo - Tomei um copo de (com) vinho.
Ø Preço - Vendemos o filhote de nosso cachorro a (por)
R$ 300,00.
Ø Origem - Você descende de família humilde.
Ø Especialidade - João formou-se em Medicina.
Ø Destino ou direção - Olhe para frente!
Acesse o link e responda as questões - 7 Ano ( A/B )
https://forms.gle/ixPC7bFKAseJ2TLa7
ATIVIDADES 8 ANO - ANOS FINAIS
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Gênero Textual Notícia
Daniela Diana
Professora licenciada em Letras
A Notícia é um gênero textual jornalístico e não literário que está presente em nosso dia a dia, sendo encontrada principalmente nos meios de comunicação.
Trata-se, portanto de um texto informativo sobre um tema atual ou algum acontecimento real, veiculada pelos principais meios de comunicação: jornais, revistas, meios televisivos, rádio, internet, dentre outros.
Por esse motivo, as notícias possuem teor informativo e podem ser textos descritivos e narrativos ao mesmo tempo, apresentando, portanto, tempo, espaço e as personagens envolvidas.
Características da Notícia
As principais caraterísticas do gênero textual notícia são:
· Texto de cunho informativo
· Textos descritivos e/ou narrativos
· Textos relativamente curtos
· Veiculado nos meios de comunicação
· Linguagem formal, clara e objetiva
· Textos com títulos (principal e auxiliar)
· Textos em terceira pessoa (impessoais)
· Discurso indireto
· Fatos reais, atuais e cotidianos
Estrutura e Exemplo de Notícia
Geralmente as notícias seguem uma estrutura básica classificada em:
Título Principal e Título Auxiliar
A notícia é formada por dois títulos, ou seja, um principal, também chamado de Manchete, que sintetiza o tema que será abordado, e outro um pouco maior, o qual auxilia o entendimento do título principal, ou seja, é um recorte do assunto que será explorado, por exemplo:
Olimpíadas Rio 2016 (Título Principal)
Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 (Título Auxiliar)
Lide
Na linguagem jornalística, a Lide corresponde à introdução da notícia, portanto, trata-se do primeiro parágrafo que responderá as perguntas: O Que? Quem? Quando? Onde? Como? Porque?
Trata-se de um parágrafo em que todas as informações que estarão contidas na notícia deverão aparecer. É uma ferramenta muito importante, visto que desperta a atenção do leitor para a leitura da notícia. Segue abaixo um exemplo:
O Rio de Janeiro, sede dos jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, vem se preparando para receber milhões de turistas no maior evento esportivo do planeta. Os Jogos Olímpicos ocorrerão entre os dias 05 e 21 de agosto e os Jogos Paraolímpicos, que contempla os atletas com necessidades especiais, acontecerão de 7 a 18 de setembro.
Corpo da Notícia
Nessa parte, será apresentada a notícia com descrições mais detalhadas. Segue abaixo um exemplo:
Segundo a página oficial do “Rio 2016”, os Jogos Olímpicos vão ocorrer durante 17 dias (05 e 21 de agosto) em quatro regiões da Cidade Maravilhosa, que totalizam 32 locais de competição: Copacabana, Barra, Maracanã e Deodoro. As Modalidades Olímpicas incluem 42 esportes, onde participarão 10.500 atletas de 206 países. Duas novas modalidades foram inclusas nos jogos Olímpicos de 2016: o Golfe e o Rugby.
Já os Jogos Paraolímpicos, destinados para atletas com necessidades especiais, acontecerão durante 11 dias (7 a 18 de setembro) nas mesmas regiões da cidade (Copacabana, Barra, Maracanã e Deodoro), que no total contemplam 20 locais de competição. São 23 modalidades esportivas, onde participarão 4.350 atletas de 178 países. A novidade é a inclusão de duas novas modalidades: a Canoagem e o Triatlo.
https://www.todamateria.com.br/genero-textual-noticia/>acesso em 24/03/2020
Texto 2: Notícia
Fonte: tudosaladeaula.blogspot.com/2016/11/atividade-sobre-o-genero-noticia-8-e-9.html>acesso em 24/03/2020
Texto 3:
Fonte: tudosaladeaula.blogspot.com/2016/11/atividade-sobre-o-genero-noticia-8-e-9.html>acesso em 24/03/2020
Texto 4:
Fonte:tudosaladeaula.blogspot.com/2016/11/atividade-sobre-o-genero-noticia-8-e-9.html>acesso em 24/03/2020
Acesse o link e responda as questões - 8 Ano ( A/B )
https://forms.gle/ZqzapUTG744fKsJs8
ATIVIDADES 9 ANO - ANOS FINAIS
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Olá
galera do 9º A, B e C...
Orientações
para realização das atividades. Façam tudo com muita atenção.
Ø Essas atividades devem ser realizadas acompanhando o caderno
de Língua Portuguesa do (como se estivéssemos em sala de aula). As questões/atividades devem ser respondidas acessando o link.
Bom trabalho!
Professora
Rosângela
TEXTO 1
VOCÊ É A FAVOR DA PROIBIÇÃO DE JOGOS ELETRÔNICOS COM TEMAS VIOLENTOS?
SIM – Se queremos combater a violência, temos que lidar também com suas causas e uma delas pode ser esse tipo de jogo eletrônico. Por propiciar uma participação ativa do jogador na criação da violência, a influência que ele exerce sobre as pessoas é muito maior que a de filmes ou programas de televisão, por exemplo. Existem pessoas que são mais suscetíveis a essa influência. Aquelas com personalidade limítrofe ou compreensão limitada podem confundir jogo e realidade. Como crianças que assistem ao desenho do Homem-Aranha e depois agem como se realmente fossem o super-heroi. Todos nós - mesmo os considerados normais - interiorizamos essa violência, ainda que de forma controlada. Mas em uma situação em que nosso controle é diluído, com o uso de álcool ou drogas, por exemplo, um comportamento agressivo pode aflorar. Uma sociedade tolerante à violência como a brasileira, em que há muita impunidade, é um complicador. Mesmo sem uso de drogas o jovem pode se tornar violento por acreditar que vá ficar impune.
Içami Tiba, psiquiatra e educador
NÃO - Sou contra, pois não acredito que esses jogos, por si mesmos, gerem violência. Quando o Counter-Strike foi lançado, em 2000, levantou-se essa mesma polêmica e, oito anos depois, não se percebeu aumento da agressividade associado ao jogo. A forma lúdica de lidar com a violência, brincadeiras que envolvem uma dicotomia entre bem e mal são anteriores à era eletrônica. Há muito tempo que as crianças brincam de polícia e ladrão e o fato de uma pessoa interpretar um bandido não quer dizer que ela seja má ou vá se tornar má. É verdade que o jogo eletrônico desperta uma série de sensações no usuário, pois os gráficos têm um realismo muito grande. É quase como vivenciar aquilo na vida real. A forma como a pessoa vai reagir a esse estímulo varia, mas o que percebemos é que, em geral, a utilização do jogo é muito mais catártica, ou seja, funciona como uma válvula de escape que permite vivenciar um conteúdo violento, num ambiente de simulação seguro. Acaba sendo algo saudável. Além disso, a proibição contribui para despertar a curiosidade e tornar o proibido ainda mais atrativo.
Erick Itakura, núcleo de pesquisa da psicologia em informática da PUC-SP
TEXTO 2
A raposa e as uvas
A raposa saiu da toca. Estava com muita fome. Por muitas e muitas horas, procurou comida, mas não encontrou nada por perto. Andou pelo bosque inteiro à procura de um coelho que pudesse caçar. Mas os coelhos, muito espertos, fugiram para os seus buracos e, bem escondidos, conseguiram enganar a raposa, que continuou com a barriga vazia.
A raposa seguiu caminho. Olhava para todos os lados, procurando alguma árvore para lhe servir de almoço. Chegou perto de um lago e viu muitos patos nadando. Andou devagar para dar um bote, mas os patos selvagens, quando viram aquela fera, bateram as asas ligeiras, correndo sem parar. Voaram para as alturas e deixaram a raposa no chão.
Já muito cansada, a raposa deitou-se à sombra de uma grande árvore. Foi de lá que avistou uma parreira com lindos cachos de uvas bem maduras e suculentas. A boca da raposa encheu-se de água. Ela começou a pular e pensou:
“Finalmente encontrei uma gostosa refeição para matar a minha fome.”.
Mas as uvas estavam em galhos muito altos, e a raposa não conseguiu pegar bago. Depois de muito tentar, pulando e subindo numa grande cerca, a raposa descobriu que era inútil todo seu esforço e desistiu.
Ainda faminta, encheu-se de orgulho e, olhando para as uvas, disse:
“Não faz mal, as uvas estão verdes. Devem também estar muito azedas. Eu não ia gostar! E foi embora.
Moral: Muita gente diz que não gosta das coisas, só porque não as tem.
Jean de La Fontaine. A raposa e as uvas. Adaptação de M. Carneiro. São Paulo: Melhoramentos, 1988.
Ø As Conjunções Coordenativas, ou Conjunções Coordenadas, são as que ligam as orações coordenadas, bem como ligam termos que têm a mesma função gramatical.
Ø Orações Coordenadas não dependem sintaticamente uma da outra.
As conjunções coordenativas são:
- Aditivas - expressam soma.
- Adversativas - expressam oposição.
- Alternativas - expressam alternância.
- Conclusivas - expressam conclusão.
- Explicativas - expressam explicação.
| Tipos | Conjunções | Exemplos |
| Aditivas | e, mas ainda, mas também, nem | Gosta de serra, mas também de mar. |
| Adversativas | contudo, entretanto, mas, não obstante, no entanto, porém, todavia | Tem carta de motorista, entretanto, não dirige. |
| Alternativas | já…, já…, ou, ou…, ou…, ora…, ora…, quer…, quer… | Não entendia, ou fingia não entender. |
| Conclusivas | assim, então, logo, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso, portanto | Vou a sua casa, logo saberei o que aconteceu. |
| Explicativas | pois (antes do verbo), porquanto, porque, que | Terminarei amanhã porque estou atrasado. |
TEXTO 3
Leia o trecho do romance “Ana Terra”
Ana Terra
Quando voltou a si, o sol estava a pino. Erguendo - se, devagarinho, estonteada, com um peso na cabeça, uma dor nos rins. Olhou em torno e de repente lembrou-se de tudo.
(...)
Não havia sombras sobre a terra e o silêncio em torno era enorme. Ana olhou para a ramada: os bandidos haviam levado todo o trigo e as carretas. O rancho estava completamente destruído. E de súbito, num choque, ela deu com os cadáveres... Lá estava o velho Maneco todo coberto de sangue, caído de costas: uma bala abrira-lhe um rombo na testa. A poucos passos dele, caído de borco, Antônio tinha a cara metida numa poça de lama sangrenta. Mais além, um dos escravos com a cabeça separada do corpo. Por um momento Ana sentiu uma náusea, um novo desfalecimento. Que fazer? Que fazer? Que fazer? Não atinava com coisa alguma. Julgou que ia enlouquecer. Não conseguia nem pensar direito. De olhos fechados ali ficou por muito tempo, sob o olho do sol, apertando a cabeça com as mãos.
Foi então que, de súbito, lembrando-se de Pedrinho, precipitou-se coxilha abaixo na direção da sanga. Ia de pernas moles, passos incertos, chorando e gemendo, e a cada passo uma agulhada como que lhe trespassava os rins. Ana sentia sede, mas ao mesmo tempo sabia que se botasse alguma coisa no estomago imediatamente vomitaria. Porque não podia tirar do pensamento a imagem dos mortos, e ainda sentia o cheiro daqueles homens imundos. Um banho, um banho... Pensando nisso, corria. De repente afrouxaram-se-lhe as pernas e ela caiu de cara no chão e ali ficou ofegante por algum tempo. Depois, fez um esforço, tornou a erguer-se e continuou a correr. Avistou a corticeira... E à medida que se aproximava dela um novo horror lhe ia tomando conta do espírito. E se lá embaixo à beira do mato encontrasse o filho, a cunhada e a sobrinha mortos também? E então começou a desejar não chegar nunca, mas apesar disso corria sempre. Finalmente chegou à sanga. “Pedro! Pedro! Pedro!”, gritou. Mas ela não chamava o filho. Chamava o pai de seu filho, como se ele pudesse ouvi-la e vir socorrê-la. Era melhor morrer, morrer duma vez, decidiu de repente. (...) atirou-se no poço. A água ali cobria um homem alto. Ana deixou-se ir ao fundo, mas instintivamente fechou a boca, apertou os lábios, começou a bracejar, veio à tona e por fim agarrou-se numa pedra; arquejante, encostou o rosto nela e ficou olhando estupidamente para um pequeno inseto verde que lhe pousara na mão. Saiu de dento d’água, atirou-se no chão e ali permaneceu – por quanto tempo? – com a cabeça escondida nas mãos, tratando de pôr ordem nos pensamentos, para não ficar louca. Levantou-se e caminhou para o mato.
- Pedrinho! – gritou. – Pedrinho!
Ficou escutando. Sua voz morreu entre as árvores. Nenhuma resposta.
- Eulália! Eulália! – tornou a gritar.
Nada.
- Pedrinho! Sou eu... a mamãe!
E então, de repente, por trás duns arbustos apareceu uma cabeça.
- Meu filho!
O rapaz correu para a mãe e atirou-se nos braços dela. Eulália também surgiu, lívida, com a filha adormecida no colo. E Ana ficou olhando para a cunhada com olhos estúpidos, querendo contar tudo, mas sem coragem de dizer uma palavra. Quedaram-se por longo tempo a olhar uma para a outra, num silêncio imbecil.
- Que foi que aconteceu, mãe? – perguntou Pedro.
Ana não respondeu. O rapaz tornou a perguntar:
- Os bandidos já foram? Onde está o vovô? Onde está o titio?
Ana olhava sempre para a cunhada. Os olhos de Eulália continham uma pergunta ansiosa e ao mesmo tempo já refletiam o horror da resposta que ela sabia que ia ouvir. Ana finalmente recobrou a voz, e foi com frieza, quase com alegria, que disse:
- Estão todos mortos.
Fez meia – volta e, puxando o filho pela mão, começou a subir a coxilha na direção da casa, sem voltar a cabeça para trás.
E durante toda aquela tarde as duas mulheres e o menino ficaram a enterrar seus mortos. Eulália pouco ou nada pôde fazer, pois estava tomada duma crise nervosa, e o pior – achava Ana – é que a coitada não conseguia chorar: soluços secos sacudiam-lhe o corpo, e havia momentos em que ela ficava apenas a olhar fixamente para o chão, o rosto vazio de expressão, a boca semiaberta, os braços caídos, os olhos vidrados.
(...)
Chegou à noite – uma noite morna, de ar parado -, e as duas mulheres atiraram-se no chão, extenuadas. Eulália então apertou a filha contra o peito e desatou o pranto. Ana não disse nem fez nada, mas estava contente por ver a cunhada finalmente botar para fora aquele choro que a engasgava. Só fechou os olhos quando, cessados os soluços, viu a outra adormecer. Ana Terra dormiu um sono atormentado de febre, acordou no meio da noite e a primeira coisa que viu foram as quatros sepulturas sob o luar. Ergueu-se e caminhou na direção da cabana. Lembrava-se agora de que o pai, ao saber da aproximação dos bandidos, enterrara todo o dinheiro que havia em casa. Tomou da pá e começou a cavar a terra bem no lugar onde estivera uma das camas. Encontrou o cofre de madeira com algumas onças e muitos patacões. Tomou-o nos braços, como quem segura uma criança recém-nascida, e ficou parada, ali no meio das ruínas do rancho, olhando para os móveis quebrados que estavam espalhados a seu redor.
De repente avistou intacta, sobre o pequeno estrado, a roca de d. Henriqueta. “ainda bem que a mamãe está morta”, pensou.
Havia uma imensa paz naqueles campos. Mas Ana começou a temer o novo dia que em breve ia raiar. Que fazer agora? Para onde ir? Não era possível ficarem sozinhas naquele descampado. Pensou em Horácio... Não. Não tinha coragem de ir para o Rio Pardo: o irmão podia envergonhar-se dela. O melhor era procurar outro sítio.
Pensou também no que iam comer. Não tinha ficado nada em casa. Os bandidos haviam levado o gado, as ovelhas, as vacas leiteiras e até as mantas de charque e as linguiças que pendiam do varal, por cima do fogão.
Ana respirou fundo e teve um estremecimento desagradável: tinha ainda nas narinas o cheiro dos castelhanos... (La plata! Donde está la plata? La plata!)
Longe no mato cantou um urutau. Ana Terra voltou para perto de Pedrinho, sentou-se em cima do cofre e ficou a contemplar o filho, que dormia. Estava ainda acordada quando o primeiro sol dourou o rosto do menino.
Érico Veríssimo. Ana Terra. São Paulo, Companhia das Letras, 2005.
Vocabulário:
Ramada: abrigo para gado, ramagem.
De borco: de bruços
Atinava: compreendia
Coxilha: colina, monte de pequena altura.
Sanga: pequeno curso de água, escavação profunda feita no terreno pelas chuvas.
Corticeira: árvore ornamental, de tronco grosso e flores vermelhas.
Onças: antigas moedas de ouro
Estrado: parte da cama onde se coloca o colchão
Roca: aparelho rústico usado para fiar
TEXTO Reflexivo
Felicidade clandestina
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte.
Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. As vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia.
Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar ... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Clarice Lispector
https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/01/texto-felicidade-clandestina-clarice.html> acesso em 19/03/2020
TEXTO 4
Interpretação de texto: gênero notícia
LEIA:
Vivemos em um ritmo acelerado, correndo contra o tempo. Nós esquecemos de um detalhe: o segredo para se relacionar melhor com as pessoas, estimular a criatividade e cumprir com a agenda, pode ser, justamente, desacelerar. Isso mesmo! Ficar à toa pode ser mais produtivo do que você pensa.
Para Domenico de Masi, autor do livro O Ócio Criativo, desperdiçar o tempo, fazendo absolutamente nada, pode ser positivo. Embasado por descobertas da neurociência e observações sobre o mundo da arte, ele afirma que o cérebro, quando não ocupado com tarefas específicas, continua trabalhando em uma espécie de “piloto automático”, necessário para processar as emoções e informações que recebemos. Por isso, ficar à toa é tão importante. Com o ócio, ganhamos inspiração, autoconhecimento, criatividade e fôlego para continuar. Então, sempre que você se sentir esgotado, com a atenção dispersa, tente parar por uns minutos e deixe sua mente divagar. [...]
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirProfessora Rosângela tem que cópiar o texto no caderno ou somente as perguntas?
ResponderExcluirNao entendi tambem
ResponderExcluirOs textos são apoio para as questões que devem ser respondidas acessando o link referente a sua turma
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